mapa temporário

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Agitação manhosa da manhã.
O longo despertar do corpo
nos passos lentos pela estrada de terra.
Eu sigo,
senhor deste templo de neblina e sono
e amo com uma preguiça aprisionada
a sensação redescoberta de estar vivo.
Eu amo. Como se ouvisse vibrar no silêncio
meu nome, feito de folha e de seiva.
Me chamam?… É só o futuro que espera.
Mas não, nada me apressa a encontrá-lo.
Não já. Logo terei chegado.
Deixo-me estar nesta ausência de formas,
deixo-me ver só desta vez este agora.
Roger Augusto